Os resultados, publicados na revista Teste Saúde dessa associação de consumidores, revelam que as bebidas lácteas enriquecidas em vitaminas e minerais não trazem vantagens adicionais face ao leite de vaca meio-gordo. "Se a criança seguir uma alimentação variada e equilibrada, rica em fruta, vegetais, cereais, ovos e peixe gordo, poderá obter os nutrientes de que precisa", sublinha a Teste Saúde. Só no caso de crianças com falta de apetite, estes leites podem ser uma solução, sempre por indicação do médico.
Muitos dos produtos testados continham mais calorias do que o leite de vaca meio-gordo e os fabricantes apostam na adição de açúcar, aroma a baunilha ou cereais. Resultado: as crianças habituam-se ao sabor doce, dificultando a adaptação ao sabor natural dos alimentos. "Mais tarde, pode haver ainda um maior risco de obesidade e de formação de cáries dentárias", alerta a Teste Saúde.
O ponto forte da composição dos leites para crianças é mesmo o facto de alguns deles serem enriquecidos com ácidos gordos essenciais. Estes não são produzidos pelo nosso organismo, pelo que é necessário ingeri-los pelos alimentos. Tanto nos níveis de cálcio, como nos valores de vitaminas e outros minerais, os produtos analisados não deixaram a desejar.
Contudo, a Deco Proteste aconselha o consumidor a procurar na embalagem do produto qual a sua contribuição para a dose diária recomendada, para evitar os excessos de vitaminas A, E, D e C, e de cálcio no organismo dos mais novos. Além disso, os pais devem seguir as indicações do médico, antes de dar estes alimentos enriquecidos às crianças.
FONTE: Teste Saúde n.º 65 – Fevereiro de 2007 – páginas 9 a 13
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